Bandile Gumbi e as mulheres negras na fotografia sul-africana

Bandile Gumbi e as mulheres negras na fotografia sul-africana

Da esquerda para a direita: Ruth Motau, Bandile Gumbi e Zanele Muholi na 2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia © Thandi Sibeko


Em março de 2025 a sul-africana Bandile Gumbi assumiu a direção do Market Photo Workshop (MPW), escola reconhecida mundialmente por oferecer alto nível da formação em fotografia. Fundada por David Goldblatt em 1989 em Joanesburgo, a instituição tem como objetivo possibilitar que pessoas negras tivessem acesso ao ensino formal em fotografia, uma vez que o regime de segregação sul-africano (1948-1994) proibia o ingresso de não brancos na universidade. Entre os nomes que iniciaram suas carreiras por lá estão Zanele Muholi, Lebohang Kganye, Sabelo Mlangeni, Lolo Veleko, Ruth Motau e Jodi Bieber, entre muitos outros das artes visuais e da fotografia documental.

Durante minha passagem pela escola em razão da 2ª Conferencia de Mulheres Negras na Fotografia, [1] promovida pela Muholi Art Institute, conversei com Bandile sobre sua chegada ao MPW e planos para a instituição. Bacharel em direito e mestre em Comunicação para o Desenvolvimento pela Universidade de Malmö (Suécia), Bandile atua há mais de 20 anos no setor das artes, cultura e indústria criativa, em países do continente africano como África do Sul e Zimbábue. Antes de assumir a direção do MPW, foi presidente da Visual Arts Network,trabalhou no Goethe-Institut eno Centre for the Creative Arts da Universidade de KwaZulu-Natal, atuou como gerente de projetos no International Exchange Festival, mentora administrativa no Festival Internacional de Cinema do Zimbábue e pesquisadora no Untold Stories. Sua primeira passagem pelo Market Photo Workshop aconteceu de 2012 a 2014, na época como responsável pelo departamento de projetos e programas.


2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia, realizada no Market Photo Workshop em Joanesburgo, África do Sul em 2025 © Thandi Sibeko

O Market Photo Workshop é mundialmente reconhecido pela contribuição para a fotografia contemporânea. Mas essa é uma instituição ainda pouco conhecida entre os brasileiros. Você poderia, então, explicar em detalhes, o que é o MPW, o que vocês fazem aqui e por que ela está localizada em Joanesburgo?

Bandile Gumbi: Goldblatt iniciou tudo como uma oficina. Eles abriram um espaço antiapartheid e antirracista, numa época em que pessoas negras não conseguiam ir ao centro da cidade e não tinham acesso a treinamento formal em fotografia. Goldblatt já tinha contato com o Market Theatre, [2] então criou um núcleo que relacionava a fotografia com o teatro e a galeria que já existia lá. Foi um movimento incrível porque fotógrafos negros sul-africanos, e mesmo de fora do país, puderam participar dos workshops que aconteciam. Com o passar do tempo e com o fim do apartheid, a instituição cresceu e Goldblatt entendeu que precisava de uma estrutura mais formal. Havia o apetite das pessoas por esse espaço de formação em fotografia que até então realmente não existia em nenhum lugar do continente. Nem mesmo as universidades ofereciam uma formação inteiramente dedicada à fotografia (e, se pararmos para pensar, ainda não o fazem porque entendem a fotografia apenas como parte dos cursos de artes e de comunicação).

O MPW se dedica à reflexão sobre a fotografia a partir de uma pedagogia embasada na comunidade como conceito. A África do Sul tem um histórico de pensamento voltado às artes comunitárias. Acredito, inclusive, que essa seja uma semelhança que temos com países como o Brasil. Por mais que a arte seja um meio e uma prática, por trás de tudo isso, ela é uma base para discutir a política do dia a dia e para promover, de modo geral, a educação política. E isso é o que fundamenta nosso currículo desde o início até os dias de hoje. Então, trata-se de fotografia, mas a questão é como [por meio dela] você responde aos problemas sociais da época. É por isso que MPW tem esse forte vínculo com o fotojornalismo e com a fotografia documental desde a sua abertura.

Mas a fotografia evoluiu e mudou. Em resposta ao que está acontecendo globalmente no mundo da fotografia e das artes, ela se tornou uma forma de arte, e não apenas uma ferramenta midiática. Por isso a fotografia artística tornou-se uma conversa e uma prática dentro do Market Photo Workshop. Trouxemos quem trabalha com fotografia de arte para dar aulas aqui. Uma característica nossa é que não temos um corpo docente acadêmico, quem ensina em nossos cursos são fotógrafos que atuam na prática diretamente.

[Voltando à história], quando a nossa relação com o Market Theatre realmente se consolidou, nos tornamos parte da Market Theatre Foundation e passamos a receber apoio tanto da fundação quanto do governo. Por existir há tanto tempo, por ter se consolidado dentro do continente e por produzir o tipo de fotógrafo que é relevante para o cenário global, [o MPW] tornou-se esse espaço de referência. Existem sim iniciativas informais, festivais e espaços de exposição focados em fotografia. Mas o nível do treinamento, a formalidade e a infraestrutura que sustenta todo o workshop — seja no que diz respeito ao currículo ou a infraestrutura física mesmo — são sem precedentes.

O Market Photo Workshop é responsável por formar nomes hoje considerados importantes para a fotografia contemporânea em uma escala mundial. Zanele Muholi, Lebohang Kganye, Sabelo Mlangeni, Lolo Veleko, Ruth Motau, Jodi Bieber e tantos fotógrafos importantes passaram pela escola ao longo desses 37 anos de existência. Na sua opinião, como o MPW se tornou esse celeiro de talentos que são apresentados ao mundo a partir do sul do continente africano?

BG: Parte disso se deve a um grande trabalho realizado durante um período específico do MPW em que houve muita projeção impulsionada pelos diretores da época. Eles saíram pelo mundo, viram o que estava acontecendo na fotografia e incentivaram os alunos a fazerem parte da conversa global. Mas também foi um esforço conjunto. Geralmente quando um festival ou instituição abre convocatórias para trabalhos, fica a cargo do fotógrafo ou artista a inscrição. Porém o MPW costumava ir atrás do ex-aluno ou aluno e dizer “inscreva-se”. Então a equipe sentava com essa pessoa e oferecia todo o suporte para criar e enviar um portfólio, explicava o que significa se candidatar a uma residência, ajudava na revisão do trabalho que seria submetido. Enfim, faziam um trabalho que não era necessariamente de treinamento, mas de mentoria. Hoje temos programas formais de mentoria que existem há cerca de 15 anos e que são conduzidos por uma equipe especialmente dedicada a eles. Isso também acaba impulsionando as pessoas para o cenário global de qualquer forma. Além disso, quando você diz que há fotografia acontecendo na África e não é fotojornalismo, as pessoas prestam atenção de um jeito diferente.

Você se tornou diretora do MPW alguns meses atrás. Qual é a avaliação que você fez da instituição na sua chegada? E quais são os seus principais planos e projetos para ela?

BG: A instituição tem uma ótima reputação e é impressionante a qualidade dos fotógrafos que saem daqui. Eles estão fazendo coisas incríveis pelo mundo e é animador ver isso. Há também o prédio novo [inaugurado em 2017] que cria um sentimento de orgulho. Este é um espaço incrível que sempre foi acessível às pessoas. Mas a população estudantil diminuiu porque a instituição de alguns anos para cá não consegue mais oferecer apoio ou bolsas de estudo. Então minha questão é: como faremos para mudar o modelo de operação como um todo, de modo a tornar MPW um espaço acessível e possível de permanência para os estudantes novamente?

Porque, mesmo que não se trate de cruzar a fronteira, se você mora em outra província, a uns 700 km de distância, ainda precisa viajar para Joanesburgo, conseguir acomodação, pagar as mensalidades, ter dinheiro para viver. E isso continua sendo difícil sem algum tipo de apoio. Pouquíssimas pessoas conseguem fazer isso.

O MPW sempre foi um espaço seguro também em termos de gênero. Para além da viabilidade financeira, sempre foi um espaço que não julga, acessível e acolhedor para pessoas que amam, pensam ou operam no mundo de forma diferente. Mas se essa diversidade se perder porque os alunos não conseguem mais acessar o programa, tudo desmorona. Por isso, minha maior preocupação é como reverter a situação [que se agravou ao longo dos últimos anos] e manter o legado da instituição. Porque se esses problemas internos que acabei de mencionar se tornam a norma, então perderemos a qualidade do trabalho e a qualidade dos fotógrafos. Não iremos mais formá-los porque eles não conseguirão permanecer aqui para estudar. E para resolver isso não devemos fazer tudo do mesmo jeito que as coisas já foram feitas, mas sim mudar a estratégia para tentar manter esse legado. Essa é a minha principal preocupação, na verdade.

O Market Photo Workshop é uma iniciativa antiapartheid, mas ainda assim você é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de direção nesses 37 anos de história da instituição. Como tem sido para você estar aqui, ocupando essa posição?

BG: Inicialmente não tinha caído a ficha do que isso significava para mim. Foi quando me disseram: “você é a primeira mulher negra a ocupar o cargo” que eu pensei “ah, ok, isso é importante”. A 2ª Conferência de Mulheres Negras na Fotografia pareceu para mim como a real festa de boas-vindas. Foi exatamente essa a sensação e então a ficha caiu, de certa forma. E acho que caiu para outras pessoas também, foi o que notei na conversa com ex-alunos que tinham parado de frequentar o espaço. Eles vieram para o evento, principalmente para o último dia, e me disseram que queriam muito vir, mas não sabiam se deveriam. Então uma coisa que percebi foi que houve um distanciamento entre os ex-alunos e o espaço. Nesse dia, eles pareciam tentar entender como se reconectar com o lugar novamente. Eu ainda não sei o porquê dessa desconexão. Mas o importante é que na conferência houve aquele sentimento de reconhecimento por eu estar aqui. Talvez porque eles tenham conseguido interagir comigo. Percebi também que houve uma mudança no comportamento de alguns dos membros da equipe que, por incrível que pareça, estavam um pouco distantes antes. Eu não sei exatamente como, mas a minha chegada de alguma forma começou a mudar isso. Talvez seja um nível de confiança de dizer: “ah, você vai fazer coisas que fazem sentido”, ou talvez por eu trazer de volta uma antiga cultura do espaço. Porque para mim é mais do que apenas pessoas estarem aqui, caminhando pelos corredores. Mesmo que você não seja mais estudante, é sobre ter acesso ao espaço.


Da esquerda para a direita: Tshepiso Mazibuko, Dahlia Maubane, Fulufhelo Mobadi e Tsholofelo Kodisang na 2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia © Thandi Sibeko

Nós sabemos que as mulheres foram o principal tema ou objeto da fotografia colonial nos últimos séculos. Algo que aparentemente ocorreu em nossos continentes – nas Américas e na África –, onde a fotografia chegou como esse artefato violento contra nossos corpos e existência. Mas me parece que esse é um cenário que muda na África quando pessoas nascidas no continente se tornam fotógrafas. Você concorda com essa minha análise? Mais que isso, como você enxerga e avalia o contexto histórico da fotografia aqui na África do Sul, especialmente no que diz respeito às mulheres negras?

BG: É muito violento. Esse conceito de poverty porn (pornografia da pobreza) é focado demais nas mulheres — nos corpos das mulheres, no trabalho das mulheres, na forma como isso é documentado, nas vidas delas, em seus meios de subsistência. A mulher é o tema central da pornografia da pobreza e isso é perturbador.

Isso ainda é o que acontece na maioria das vezes. Eu concedi uma entrevista de rádio não faz muito tempo, para falar sobre uma exposição da qual participamos como MPW. O locutor, ao telefone, me perguntava: “então, o que as pessoas vão ver?”. Eu tentava explicar o conceito, mas ele insistia: “não, visualmente, o que elas vão ver? Mulheres chorando, crianças?”. Esse tipo de pensamento ainda é a forma como a fotografia é vista.

Mas os fotógrafos, obviamente, não enxergam as coisas dessa forma. O interesse dos jovens fotógrafos está muito mais direcionado para a identidade e autodocumentação do que qualquer outra coisa; mas esse tipo de pensamento é muito influenciado pela cultura da mídia popular. Por isso a ideia de tentar ensinar de uma forma que rompa com isso — mesmo que você esteja utilizando esses elementos, entender o que está fazendo enquanto faz — é extremamente importante.

Porque [a fotografia] pode ser uma celebração do ser, do seu povo. Pode ser o ato de mostrar ou documentar a realidade como ela é, revelando quem são as pessoas por trás dessa realidade, especialmente as mulheres. [Pode ser um esforço para responder à pergunta:] “quem são essas pessoas?”. Porque existe uma invisibilidade das mulheres; elas são apenas rostos por aí, sem nome, sem história. São vistas apenas como coitadas, mulheres pobres.

Então a questão é: e se o foco for outro? Tenho visto muitos retratos produzidos hoje no documentarismo que resultam dessa tentativa de falar com as pessoas como pessoas, de documentar pessoas como pessoas, de fotografar pessoas como pessoas. E dar nome às pessoas é uma forma de discutir isso. Digo, se você observar a fotografia documental produzida hoje, especialmente na África, e na África do Sul em particular, vai perceber que existe esse desejo de dizer o nome da pessoa, o lugar onde ela está, como uma forma de reconhecê-la.

Antes disso a fotografia era uma cena, discutida como uma cena e nomeada como uma cena. Agora, ela é fotografada como um ser humano, como uma pessoa, e discutida como uma pessoa; e a história dessa pessoa em particular se relaciona comigo como fotógrafa, por exemplo. Nós vimos muito disso na conferência porque essa é, na verdade, a prática que está surgindo.

Na sua opinião, como o MPW contribui para essa mudança de paradigma da qual estamos falando?

BG: Eu acho que isso acontece quando interagimos com a sociedade, mas também quando tentamos interagir com o que está acontecendo no mundo da fotografia em geral — quem são as pessoas, o que elas estão fazendo, o que estão fotografando por aí. Esse tipo de acesso, mesmo que seja apenas por livros ou pela internet, faz com que essas conversas passem a fazer parte da discussão em sala de aula.

Isso se relaciona com como esse modo específico de fotografia está mudando. Mesmo quando falamos de fotografia conceitual — que inicialmente era muito baseada no produto, na fotografia de moda — vemos como essa conversa está deixando de ser sobre “vender uma marca” para se tornar uma discussão sobre identidade. Essas mudanças vêm acontecendo há algum tempo, porque a forma de pensar a fotografia agora é sobre “dizer algo”. Não é apenas uma imagem.

Na fotografia, muito tempo é dedicado a discutir o que a imagem significa, onde você a coloca no seu cotidiano. Por isso, não pode ser apenas uma foto. A foto precisa de uma narrativa.

Sobre esse foco muito específico da conferência que nos reuniu: abordar questões sobre nossos direitos, cuidado, união e o fortalecimento de mulheres negras, especificamente na fotografia, no mundo da arte e na indústria artística. Como esses temas também são abordados no dia a dia do Market Photo Workshop?

BG: O MPW criou ao longo do tempo sua própria cultura de ser aberto e acessível de várias maneiras. E em termos de direitos e cuidado, ele já é fundamentado em pilares de defesa de causas antiapartheid e antidiscriminação antes de qualquer coisa. Isso transparece no currículo e acaba se tornando a cultura do espaço: pessoas que às vezes não se encaixam na sociedade conseguem encontrar um lugar aqui. Porque o espaço sempre pratica esse conceito amplo de diversidade.

O Market Photo Workshop segue, desde a sua fundação, uma metodologia baseada nas ideias do educador brasileiro Paulo Freire. Ele é um teórico e filósofo que também tem muito impacto sobre o que hoje chamamos no Brasil de “fotografia popular” e que é ensinada e muito praticada nas favelas do Rio de Janeiro, por exemplo. No caso sul-africano, como especificamente vocês aplicam os conceitos freirianos ao currículo e metodologias do MPW?

BG: O meu entendimento da pedagogia é que ela se baseia em onde as pessoas estão, seja em termos de conhecimento, seja em termos de realidade, usando experiências vividas para ensinar fotografia, para falar sobre fotografia e para entender as imagens.

Hoje a maioria das pessoas fotógrafas formadas pelo MPW já são parte da chamada born-free generation [3]. Na sua opinião, o que caracteriza a relação delas com a fotografia?

BG: Acho que está muito ligado à política. Se você observar os trabalhos que estão surgindo, eles giram em torno da identidade — interpretar a identidade, tentar compreendê-la, interrogá-la e focar na autorrepresentação. Existe também um aspecto relacionado com a representação da comunidade, mas recentemente esse viés está se tornando cada vez menos frequente. Talvez isso também diga algo sobre a África do Sul, embora não exista uma identidade coesa em parte alguma do país. As pessoas precisam encontrar sua própria maneira de dizer o que significa ser sul-africano hoje. É uma pergunta aberta, inclusive, para pessoas de diferentes gerações.

Especificamente sobre o papel que as mulheres negras desempenham na fotografia hoje em dia, existe alguma característica ou aspecto que, na sua opinião, nos ajude a entender como elas têm moldado a fotografia e as artes visuais atualmente?

BG: Acho que o que as mulheres fotógrafas trouxeram com a visibilidade foi a vulnerabilidade de poder fotografar em espaços íntimos. Especialmente em termos de identidade própria e integração. De interrogar a si mesma como pessoa. Eu não sei se isso é de agora, exatamente. Mas elas trouxeram para a fotografia uma vulnerabilidade que não existia antes. E isso aconteceu porque as mulheres tiveram acesso a outras fotógrafas, em casa ou em seus próprios espaços de conforto, e passaram a fotografar a si mesmas como sujeitos. Vejo isso acontecendo com os nossos alunos também. Eles seguem esse caminho que na verdade é quase um tipo de nudez. ///


Ana Paula Vitorio é pesquisadora. Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, atualmente é pós-doc no departamento de Linguística e Práticas da Linguagem da University of the Free State (África do Sul).



[1] Encontro promovido pelo Muholi Art Instute em parceria com o MPW e o programa de mentoria de Ruth Motau. O evento ocorreu em agosto de 2025, em Joanesburgo, África do Sul, com o objetivo de celebrar, conectar e amplificar as vozes de fotógrafas negras, criando um espaço de irmandade, solidariedade e visibilidade para elas, além de desafiar narrativas patriarcais e promover novas formas de ver e ser visto na fotografia.

[2] Centro cultural e teatral em Joanesburgo, conhecido por seu papel histórico de resistência ao Apartheid.

[3] Em tradução livre, “geração dos nascidos livres”, na era pós-regime. Na África do Sul, esse é um termo sociológico específico usado para designar a geração que nasceu após o fim do Apartheid (1994), ou seja, que não viveu sob o regime de segregação.




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