Quando Wang Shu se tornou o primeiro arquiteto chinês a vencer o Prêmio Pritzker, a força por trás dessa conquista já era, na verdade, um trabalho a dois. Agora, ele e sua sócia, Lu Wenyu (com quem fundou e divide a liderança do Amateur Architecture Studio), foram anunciados oficialmente como a dupla de curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027.
Juntos, eles batizaram a próxima edição de: Do Architecture: For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality (Fazer Arquitetura: Pela Possibilidade de Coexistência Diante de uma Realidade Real).

(Photo by Andrea Avezzù / Wang Shu and Lu Wenyu)
Por que isso importa?
Wang e Lu construíram sua carreira desafiando a urbanização genérica e acelerada da China. Eles são conhecidos por recuperar materiais de demolição, valorizar técnicas artesanais tradicionais e criar edifícios que respeitam o tempo e a memória local.
A escolha dos dois curadores dialoga diretamente com o que comentamos na edição da semana passada: o cansaço do mercado global em relação a espaços padronizados e a busca por uma arquitetura que faça sentido para o lugar onde está localizada. A Bienal de 2027 promete ser um manifesto de que o futuro do design não está na replicação de tendências, mas na profunda conexão com a realidade do nosso próprio território.
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