(ArchDaily/ Image Courtesy of NOA / EM2N / SBA)
Em 1934, André Citroën mandou construir às margens do canal de Bruxelas aquilo que seus próprios arquitetos chamavam de “uma catedral para carros”: um galpão monumental de concreto, aço e vidro com 21 metros de pé-direito. A Citroën saiu em 2014. A contagem regressiva começou: no dia 28 de novembro o mesmo edifício abrirá suas portas como Kanal-Centre Pompidou o maior novo desenvolvimento museológico da Europa.
Com 12.500 metros quadrados de exposições em cinco andares, o museu será maior que a Tate Modern, o Palais de Tokyo e o Guggenheim Bilbao. A programação de abertura reúne 350 obras com Matisse, Picasso, Mondrian e Lygia Clark, enquanto o espaço abriga ainda restaurante, bar no rooftop, biblioteca e printshop. A proposta é que o edifício funcione como extensão da cidade, não como instituição fechada.
Por que isso importa?
O Kanal é um dos exemplos mais contundentes do que o reúso adaptativo pode entregar em escala real. A estrutura industrial original permanece exposta, o passado dialoga com o programa contemporâneo e o resultado é algo que nenhuma construção nova entregaria com a mesma autenticidade. É a prova de que intervir com inteligência sobre o que já existe pode gerar mais impacto cultural e urbano do que começar do zero.
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